Thiago Henrique de Souza, mais conhecido como Konrado é um Youtuber que tem o canal "A Cabana do Konrado" onde ele posta gameplays, reviews e primeiras impressões de jogos indie.
Konrado faz vídeos comentados mostrando os jogos, atualmente seu conteúdo está focado nos jogos independentes. Leia a entrevista onde perguntamos para ele sobre esses jogos e um pouco do seu canal:
1- Qual a importância dos jogos independentes no Brasil?
A importância dos jogos indie, não só para o Brasil mas para todo o mercado mundial, é primeiramente a manutenção da diversidade. Vivemos em um mundo onde as grandes empresas estão receosas em inovar, e com razão, pois elas investem milhões em seus títulos e seria muito ruim para seu futuro se investissem em um jogo completamente novo e ele acabasse sendo um fiasco. Na verdade o próprio costume de investir milhões e milhões em um único título é por si só um problema, mas esse não é o foco da pergunta.
Os jogos independentes, por sua natureza pessoa, - geralmente os desenvolvedores criam algo que eles próprios gostariam de jogar, - trazem experiências verdadeiramente únicas, que acabam alcançando nichos específicos de jogadores de forma profunda, visto que não são desenvolvidos com o único objetivo de gerar lucro, trazendo uma experiência muito mais satisfatória ao público alvo. São jogos feitos de jogadores para jogadores, e quase sempre com público alvo muito bem definido. É muito melhor você jogar um título que é impecável no seu aspecto principal, e de quebra ainda traz um teor artístico tremendo, do que um jogo que traz um pouco de tudo, no intuito de alcançar o maior público o possível e acaba sendo uma experiência rasa e genérica. Jogos indie costumam ser como o primeiro exemplo, vide Braid, Limbo, Super Meat Boy, FEZ, dentre outros.
2- O que falta para os jogos indie serem melhor vistos?
Sendo sincero, eu acredito que os jogos independentes não são melhor vistos não por algum problema inerente a eles, mas, sim, por causa dos costumes dos jogadores, enraizados ao longo dos anos. Desde a geração de consoles que levou a Sony à ponta da corrida, com o saudoso PlayStation One, ou X, ou seja lá como devemos chamá-lo, os jogadores têm dado importância cada vez maior aos gráficos dos jogos, desejando visuais cada vez mais realistas. A situação é tão crítica que existem alguns gamers que deixam de jogar algum jogo simplesmente porque acham o gráfico "feio".
O que falta, na verdade, é que os jogadores tenham a mente mais aberta, - o que, ainda bem, está se tornando uma realidade, - que estejam dispostos a novas experiências, independente de gráficos ou visuais. É preciso que os próprios gamers aprendam a apreciar os jogos como a arte que são, sabendo dar valor até mesmo àquele gráfico pixelizado, ou à trilha sonora em 8 bits.
3- Porque gravar vídeos de jogos independentes?
Quando Minecraft entrou na fase Alpha de testes foi que eu descobri os jogos independentes. De cara acabei me apaixonando por esse pedaço menos abastado do universo dos jogos eletrônicos. O motivo mais emergente é o valor pessoal que cada jogo traz, a carga emocional e artística que o criador traz para o seu jogo. A visão única, fugindo daquelas estabelecidas no mercado. A audácia de criar um jogo no qual você consegue contar os pixels que formam o personagem principal sem nunca sair da casa dos dois dígitos numa era onde cada vez mais se esperam gráficos realistas e impressionantes, e, ainda assim, conseguir trazer uma história envolvente e emocionar o jogador (ah, To The Moon...).
4- Qual sua mensagem para o blog PlayIndie e para os novos desenvolvedores?
Acho que a mensagem que posso deixar, sucintamente, é: avante com os jogos independentes, e que cada dia mais eles conquistem o espaço que merecem!
Agradecemos muito a entrevista que o Konrado nos concedeu, confira o canal dele no YouTube aqui e veja vários gameplays de jogos independentes.

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